Mostrando postagens com marcador problemas afetivos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador problemas afetivos. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Dissertação

Ela tá ficando linda. Tem 109 páginas e estou terminando a primeira revisão. Falta o resumo, o abstract, a introdução, a discussão e a conclusão. Se bem que o capítulo de resultados tem tanta discussão que eu acho que incluirei pouca coisa a mais. Só uns detalhes teóricos, a parte do falso self do Winnicott e algumas considerações do Freud sobre a angústia. Era pra ter iniciado o grupo de estudos com o Bruno e a Cristina hoje, mas I called in sick e fiquei em casa o dia todo. Como tenho feito nos últimos meses (e a ociosidade é o que me afastou bastante do blog também).
Estou tomando antidepressivo. Succinato de desvenlafaxina monoidratado, 50mg. Acho que faz umas três semanas. Há duas semanas eu estou na casa de mamis, depois de um semi-quase-aumento-exagerado-da-ideação-suicida-que-sempre-me-acompanha. O sadomasopig andou se especializando e isso me assustou muito. Mas a dissertação tá ficando linda.
Dissertação Hayanna - versão com resultados completos, revisão pela metade
E acho que, por enquanto, é isso o que importa.

Estou planejando terminar de escrever essas partes que faltam agora no mês de novembro. Se tudo der certo, terei dezembro e janeiro para revisar e revisar de novo, posso chamar a banca até final de fevereiro ou março. Tenho o plano de dar aula no IESB no semestre que vem, e por isso seria legal defender até final de janeiro. Dá tempo. Não sei se o Ileno ajudaria, mas não custa perguntar pra ele. Mas também, se não der certo, posso tentar dar aula alhures. Meu medo é ficar sem renda, defender e perder a bolsa. Sei lá, estou pensando. Vou distribuir currículos nas faculdades esse mês de novembro. Devo dar aula de Rorschach em uma clínica no próximo sábado (ou seja, depois de amanhã). Tomara que dê certo, porque a dona da clínica está me enrolando há meses!
M&D Psicologia e Cursos

A dissertação tá ficando linda. Minha baby querida. Há poucos dias a imprimi pela primeira vez, ainda bem incompleta. Mas foi legal ver a quantidade de papel que meus dedos já conseguiu preencher. Meus dedos malucos e minha mente desequilibrada. Seria essa a característica da criatividade, a loucura? Porque esse é um dos meus achados da dissertação. Que está ficando do jeito que eu achava que ficaria, do jeito que eu gostaria, eu acho. Estudei gramática, estou revisando o Freud e o Winnicott, tudo bem devagar e no meu ritmo. Não tenho mais estado muito suicida nos últimos três ou quatro dias. Não estou sentindo aquela alegria falsa de antidepressivo, mas continuo dormindo quase 12 horas por dia (e cometendo uns erros de digitação muito escrotos, não sei o que é isso...). Me matriculei na academia, fui durante umas duas ou três semanas, depois parei de ir. Preciso voltar, estava me fazendo bem. Mas ficar em casa esses últimos dias também me faz muito bem, estou me sentindo bem melhor. Ah, e também a análise. Divã e o caralho. Ai ai ai...

É isso. Estou escutando muito a http://www.jazzradio.com/
E também esse cara aqui (música tema do apocalipse zumbi que ocorrerá em breve):



quarta-feira, 23 de maio de 2012

Sinto muito, eu nada sinto.


E olha que consegui sustentar um tempinho. Tô crescendo e isso faz os ossos doerem. Fico com essa carapaça dura pq sou frágil feito gelatina e se eu me abro, quero tudo. Voraz demais, faminta. Essa noite eu não dormi nada, fiquei assistindo desenho animado, com vontade de ficar mais endurecida ainda, a ponto de morrer logo de fome. Petrificada. Eu sempre fui muito curiosa, se eu me abro à experiência é porque realmente queria me jogar no mundo. Mas eu me seguro nas bordas com medo de me afogar e fico hiperventilando, chorando e quase sempre na meia bomba. Comendo saladinha em pânico. Covarde.
Tô sem conseguir ler uma linha há mais de uma semana. Longe da minha família e me sentindo mal demais pra conseguir relevar e perdoar e largar essas preciosas amarguras logo de vez. Isso pq acho que é o que me amarra a eles. Sem isso eu ficaria mais leve que o ar e essa é uma sensação apavorante. Esse bando de Fr é uma farsa, o mestrado é de mentira, meu pseudo QI 400 não serve pra merda nenhuma. Sei que surtar é bom porque abre oportunidades para transformações. Mas saber disso não ameniza o medo que eu tenho da minha própria loucura.
Queria saber poder produzir algo dessa Adj.D +3. Mas eu penso penso penso penso penso e só o que eu vejo é sombreado difuso. Paralisante.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

2012

Depois de dois meses de férias, preciso voltar às atividades. Toda virada de ano me traz a mesma sensação, de que eu preciso adquirir novos (melhores) hábitos, cumprir velhas promessas, fazer novas... Mas a verdade é que nada muito importante muda. Fico com uma pilha imensa das (mesmas) promessas não cumpridas e acabo sempre com a frustração de quem tentou mentir pra si mesmo.
Ainda estou fria, a sensação é a de pegar nos pesos com bem menos força do que eu estava acostumada. Só que, reconhecendo isto, em vez de começar com pesos mais leves, tento levantar a tonelada e, é claro, não consigo. Aí a vozinha maluca gritando nos meus ouvidos a desvalorização que já está beirando o sadomasoquismo.
Mas isto é uma outra história, talvez para outro blog. Eu sei é que estou tentando pensar nas coisas que devo começar a fazer, tentando me focar em coisas mais simples e práticas, para ver se eu pego o jeito e o costume do semestre. Quero fazer tudo o mais certo que eu der conta e sei que vai ficar tudo bem.

Para a semana:
Estou fazendo o backup de todo meu material e tentando terminar algumas interpretações que ficaram faltando. Quero fazer uma ou duas aplicações até o começo da semana que vem.
Quanto à aula, quero montar a ementa, o programa e o cronograma da disciplina, com a bibliografia básica e a complementar. Vai ser legal pensar em uma aula para o Balsem e uma para o Ileno. Posso pensar em pedir para ele ir lá apresentar a disciplina e me apresentar para a turma e também agendar uma aula de Ética na avaliação psicológica ou algo do gênero.
Depois disto organizado, é ligar para o Balsem e apresentar o material para ele. Estou pensando que ele deve marcar uma reunião comigo na próxima semana. Há questões a perguntar para ele, além da aprovação do material - perguntar sobre a seleção dos monitores, se é recomendável um escaninho, conversar sobre as aulas que ele vai dar, etc.
Após a reunião com o Balsem - mas isso pode ser lá pro começo de março - agendar uma reunião com o Ileno para conversar sobre matrícula, matrícula dos monitores, escaninho, a aula dele, pedir para ele aprovar também todo o material, etc.
Mas tinha me esquecido! O CEP... Avaliou o projeto como COM PENDÊNCIAS. A gente resolveu as pendências e enviou os documentos para lá, só que a caixa de emails deles está sempre sobrecarregada. Preciso procurar pelo responsável na secretaria do IH e conversar. Isto também para esta semana. Ouch.

É, acho que é isso. Muita preguiça e muito tempo para gastar à toa. Só voltei pra Asa Norte na verdade porque eu já não aguentava mais o Guará. Mas não sinto mesmo que estou com vontade de voltar. Nem dormir eu estou conseguindo direito. Sinto muita falta e muita solidão.







Um pouco das minhas férias. Assistir a cinco filmes desta mostra em sequencia. Ai.

sábado, 29 de outubro de 2011

Luto

Marlon faleceu esta semana. Não é desculpa, mas a desorganização foi grande. To voltando agora a conseguir me sentar à escrivaninha e dedilhar o computador para algo mais útil.
Tenho faltado muitas aulas por dificuldades inventadas mil. Mas there´s no point crying over
spilt blood.
Ainda não to legal, mas vamo que vamo.
Estou escrevendo o capítulo da disciplina da Sheila Murta: "Psicodiagnóstico de Rorschach na pesquisa em Psicologia Clínica" ou "A arte de transformar ouro em pó".

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Bicicleta

Hoje fui à UnB de bicicleta.
Logo depois de escrever o último post, e até agora sinto a endorfina correndo pelas minhas veias. Remédio pra melancolia chata que tava hoje de manhã. Não quero, não gosto... Hoje consegui até rir de piadas bestas, com vontade mesmo. A aula de psicanálise não foi tão chata e não fiquei me sentido tão estúpida.


Mas é claro, este é um entusiasmo de início, e sei que devo procurar muitas e muitas coisas para combater-elaborar-esclarecer-matar-sei-lá-fazer-o-quê com este sentimento chato de que ainda estou de luto










pela pandorinha.


Sinto que estou melhorando e piorando e esta será mesmo uma montanha-vodca. Todos os passos de estudar, trabalhar, estudar pandorinha, estudar o espelho de pandorinha em mim, o que faz parecer tão gêmeo. Até no surto.

pandora
fruto podre
monstro
grandes amores loucos de minha vida.

E o que me faz também ser narciso







.
.
.







Mas ainda to curtindo a endorfina da bicicleta. Nos meus primeiros passinhos de formiga em direção à liberdade verdadeira de minhas amarras imaginárias, fantasiosas, neuróticas por excelência.
Se é que existe verdade
liberdade
livre
li
acredito.

vo(a)

Psicose meus retalhos

Depois de duas semanas de crise, agora estou somatizando. Ainda está pouco, é só uma dor persistente no ombro direito, parece efeito de noites mal dormidas ou do papagaio que está sentado aqui, me falando mil coisas ao pé do ouvido.
Estou interpretando um Rorschach do GIPSI, e como está há duas semanas (à exceção de alguns paroxismos hipomaníacos), não consigo me concentrar, está tudo um tédio e as tarefas que demorariam algumas horas estão se estendendo por dias. Eu sei que há dias e há dias e há dias. Mas os dias mais parecem eternidades e duas semanas já viraram anos. Embora pareça que foi tudo ontem.
Na verdade, acho que minha percepção do tempo não voltou ao normal desde o surto de segunda passada. Também não estou tendo muita paciência para falar com quem quer que seja, sustentar o sorriso amarelo nos lábios. Ele pesa uma tonelada e eu prefiro correr três maratonas, girar ao redor da terra feito satélite. Me prender sem internet ou telefone num quarto isolado mesmo morrendo de preguiça de trabalhar, só pra ficar em paz. Por mais que abrir o facebook tenha sido, nas últimas semanas (em que eu o quis), o único contato menos doloroso com o meio externo.
Um exercício diário é abrir mão da lógica, do controle e da ordem, de mãos dadas com a loucura. Assistir ao deslizamento do significado pela primazia do significante. Ainda que ele seja uma coisa estranha como essa, teoria oca com seus significantes cheios de cola-hífen(parenteses), já que a linguagem compartilhada, sígnica é insuficiente para reportar ao conteúdo inconsciente inteiro. Ou (apenas) àquilo que serve para encher de pompa os que falam feito pseudo-não-loucos. Pobres neuróticos...
Pobre neurótica.
Inventei isso hoje: psicose meus retalhos
Nome novo para dor velha.
Vou pra aula. Creswell, caps 8, 9 e 10 (:

domingo, 21 de agosto de 2011

Dificuldades para escrever

Terminei a leitura de ontem, e agora a agonia para escrever o primeiro trabalho. Todas as ideias estão dentro da minha cabeça, mas os dedos parecem apáticos e não sabem como transcrever. eu poderia falar sobre esse assunto durante horas, mas os dedos fingem que não são com eles. Um monte de outros pensamentos, particularmente uns afetivos, invadem minha cabeça e não me deixam pensar direito. Eu queria saber como fazer para me concentrar por pelo menos algumas horas. O que eu poderia gastar duas ou três horas para escrever, estou aqui desde 10h da manhã e não passei do sexto parágrafo. São cinco da tarde e já me prometi tanta coisa, caso conseguisse me concentrar e terminar o que preciso escrever.

algumas ideias que conseguiram sair:
Melvin valoriza a ordem e a limpeza, com um consequente horror quanto à sujeira, ao que não pode ser quantificado, ao caos e à quebra de sua rotina. Pode-se dizer de um funcionamento que refere a componentes fóbicos. Um dos objetos fóbicos é a própria interação social, em que a cobrança pela perfeição o afasta por ser socialmente inapto. Melvin tem componentes homofóbicos, misógino, xenofóbico. A diferença encontrada nas interações pessoais o apavoram e criam mecanismos de agressividade que beira a violência. Ele se apresenta extremamente oposicionista, negativo e hostil, mais preocupado com a afirmação de sua autonomia e superioridade do que com as interações sociais, trocas afetivas ou de experiências. Não confia no julgamento das outras pessoas, que são consideradas menos aptas para fazer elaborações cognitivas. Elaborações afetivas parecem levar a resultados que Melvin julga previamente como errados ou inadequados. O método indutivo de tomada de decisões não é de qualquer consideração para ele, e a tentativa e erro, apenas uma perda de tempo.
No entanto, algo em sua interação o faz perceber os outros na medida em que estes são responsivos a necessidades afetivas. Assim, os outros são, em algum grau, necessários para Melvin. Por mais que pareça socialmente inapto, ele demonstra capacidade de responder social e afetivamente, desde que fortemente provocado.

sábado, 20 de agosto de 2011

Dificuldades para ler


Não estou conseguindo ler. Coisa difícil essa de ter que ficar aqui na frente do computador pensando pensando pensando. Parece que os aspectos não relacionados aos estudos predominam com uma intensidade muito maior. Preciso descansar. Preciso me divertir. Preciso resolver um série de outras coisas que não envolvam sentar e estudar. Simplesmente ler. Posso passar duas, três horas improdutivas, sem resolver nenhum dos meus problemas. Mas quando me sento à escrivaninha, bastam algumas linhas para que eu comece a resolver tudo o que havia deixado para depois. Posso organizar minha pasta, reler emails, corrigir as vírgulas do artigo, preciso escovar os dentes, vou fazer hidratação nos cabelos, ligar pra minha mãe, baixar aquele livro interessante. Qualquer coisa, menos ler.
Procrastinação acadêmica sempre foi meu nome do meio. Como vou fazer para concluir o mestrado, o doutorado, seguir carreira científica, ser professora da universidade - procrastinando?
Penso, penso, penso e me assusto. Mas sei que todo penso é torto. E acredito.
Pronto, acho que agora eu dou conta. Vou voltar a ler.

Leitura do dia:
Westen, D., Gabbard, G. O., Blagov, P. Back to the Future: Personality Structure as a Context for Psychopathology. In Krueger, R. F. & Tackett, J. L. (2006). Personality and Psychopathology. The. Guilford Press.

Elaborar respostas às três perguntas sobre personalidade e psicopatologia a partir da análise do filme "As Good As It Gets" (1997), acrescentando crítica à visão de psicopatologia apresentada.